sábado, 28 de fevereiro de 2009

Binário

100001

O Céu explica.
Just do it!

Coração?!


Choronzon is a demon or devil that originated in writing with the 16th century occultists Edward Kelley and John Dee within the latter's occult system of Enochian magic. In the 20th century he became an important element within the mystical system of Thelema, founded by Aleister Crowley, where he is the Dweller in the Abyss, believed to be the last great obstacle between the adept and enlightenment. Thelemites believe that if he is met with proper preparation, then his function is to destroy the ego, which allows the adept to move beyond the Abyss of occult cosmology.

Spelling variations
Including Crowley's spelling of the name, Choronzon, there appear to be three alternatives. Meric Casaubon states that the name is Coronzon (without an 'h') in his ‘True and Faithful Relation…’. However, this is at variance with the spelling that appears in Dr. John Dee's own journals. Laycock's Enochian dictionary gives the latter spelling as Coronzom, citing an original manuscript (Cotton XLVI Pt. I, fol. 91a) as the source for the variant.


Choronzon according to Crowley
Otherwise known as the Demon of Dispersion, Choronzon is described by Crowley as a temporary personification of the raving and inconsistent forces that occupy the Abyss.[1][5] In this system, Choronzon is given form in evocation only in order that it may be mastered.

Crowley states that he and Victor Benjamin Neuburg evoked Choronzon in the Sahara Desert, December 1909.[1][6] In Crowley's account, it is unclear whether Choronzon was invoked into an empty Solomonic triangle while Crowley sat elsewhere, or whether Crowley himself was the medium into which the demon was evoked. Nearly all writers except Lawrence Sutin take him to mean the latter. In the account, Choronzon is described as changing shape, which is read variously as an account of an actual metamorphosis, a subjective impression of Neuburg's, or fabrication on Crowley's part.

The account describes the demon throwing sand over the triangle in order to breach it, following which it attacked Neuburg 'in the form of a naked savage', forcing him to drive it back at the point of a dagger. Crowley's account has been criticised as unreliable, as the relevant original pages are torn from the notebook in which the account was written. This, along with other inconsistencies in the manuscript, has led to speculation that the event was heavily embroidered in order to support Crowley's own belief system. Crowley himself claimed, in a footnote to the account in Liber 418, that "(t)he greatest precautions were taken at the time, and have since been yet further fortified, to keep silence concerning the rite of evocation." Arthur Calder-Marshall, meanwhile, asserts in The Magic of my Youth[7] that Neuburg gave a quite different account of the event, claiming that he and Crowley evoked the spirit of "a foreman builder from Ur of the Chaldees," who chose to call himself "P.472". The conversation begins when two British students ask Neuburg about a version of the story in which Crowley turned him into a zebra and sold him to a zoo. Neuburg's response in this book contradicts both the words attributed to him in Liber 418[8] and the statement of Crowley biographer Lawrence Sutin.[9]

Choronzon is deemed to be held in check by the power of the Goddess Babalon, inhabitant of Binah, the third Sephirah of the Tree of Life. Both Choronzon and the Abyss are discussed in Crowley's Confessions (ch. 66):

"The name of the Dweller in the Abyss is Choronzon, but he is not really an individual. The Abyss is empty of being; it is filled with all possible forms, each equally inane, each therefore evil in the only true sense of the word—that is, meaningless but malignant, in so far as it craves to become real. These forms swirl senselessly into haphazard heaps like dust devils, and each such chance aggregation asserts itself to be an individual and shrieks, "I am I!" though aware all the time that its elements have no true bond; so that the slightest disturbance dissipates the delusion just as a horseman, meeting a dust devil, brings it in showers of sand to the earth"

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Fazendo as Contas para achar os bons empregos

Matemáticos em primeiro lugar em uma nova classificação das melhores e piores ocupações nos EUA

The Wall Street Journal, 6 de Janeiro de 2009, por Sarah E. NEEDLEMAN ´


Dezenove anos atrás a carreira de Jennifer Courter tomou um caminho que, desde então, lhe deu um fluxo constante de empregos lucrativos e de baixo stress. Agora a sua profissão - Matemática - foi classificada no topo de um novo estudo dos melhores e piores empregos nos Estados Unidos.
"É muito mais do que apenas uma matéria chata que todo mundo tem que aprender na escola", diz a Sra. Courter, uma pesquisadora em matemática que trabalha na "Mental Images Inc.", um fabricante de software de visualização 3D em São Francisco. "É a ciência da resolução de problemas."

O estudo, que será liberado a partir de terça feira na CareerCast.com, um novo site de empregos, avalia 200 profissões para determinar o melhor e o pior de acordo com cinco critérios inerentes a todo trabalho: meio ambiente, renda, chance de se obter um emprego, exigências físicas e stress (CareerCast.com é publicado pela Adicio Inc., na qual a empresa proprietária do Wall Street Journal, News Corp, detém uma participação minoritária.)

Os resultados foram compilados por Les Krantz, autor de "Jobs Rated Almanac", e são baseados em dados do gabinete americano de estatísticas do trabalho e do "Census Bureau" (o departamento americano que faz o recenceamento), bem como estudos de associações comerciais e a experiência do Sr. Krantz.

Segundo o estudo, matemáticos se saíram melhor em parte porque normalmente trabalham em condições favoráveis - em ambientes fechados e em locais livres de substancias tóxicas ou ruído - ao contrário daqueles no final da lista, como operador de centrais de processamento de esgoto, pintor e pedreiro. Também não se espera deles que trabalhem levantando pesos pesados, se arrastando ou se agachando - atributos associados a ocupações como bombeiro, mecânico de automóveis ou encanador.

O estudo considera também salário, que foi determinado medindo-se o rendimento médio de cada trabalho e seu respectivo potencial de crescimento. O rendimento anual dos Matemáticos foi calculado em US$ 94.160, mas a Sra. Courter, que tem 38 anos, diz que seu salário é superior a esse montante.

O seu emprego consiste em trabalhar como parte de uma equipe virtual que cria programas de computador baseados em matemática, alguns dos quais foram utilizados para fazer filmes como "The Matrix" e "Speed Racer". Ela trabalha em casa, em seu computador conectado com a rede da empresa e raramente trabalha horas extras ou se sente estressada. "Resolução de problemas envolve muito pensamento", diz a Sra. Courter. "Eu acho isto tranquilizante".

Outros empregos no topo da lista do estudo incluem Atuário, Estatístico, Biólogo, Engenheiro de Software, Analista de Sistemas, Historiador e Sociólogo.

Os 20 melhores empregos estudados foram:

Matemático
Atuário
Estatístico
Biólogo
Engenheiro de Software
Analista de Sistemas
Historiador
Sociólogo
Designer Industrial
Contador
Economista
Filósofo
Físico
Oficial de Liberdade Condicional
Meteorologista
Técnico de Laboratório de Análises Clínicas
Assistente Paralegal
Programador de Computador
Editor de Cinema
Astrônomo

E os 20 piores empregos estudados são:
Pedreiro
Bombeiro
Trabalhador em Clínicas Infantis
Pintor
Enfermeiro
Tecnico em Descontaminação Nuclear
Açougueiro
Mecânico de Automóveis
Metalúrgico (Sheet Metal Worker)
Carteiro
Trabalhador em Construções
Ferreiro
Lojista
Soldador
Lixeiro
Técnico de Emergência Médica
Marinheiro
Motorista de Taxi
Trabalhador em Fazenda de Laticínios
Lenhador

Para informações sobre a metodologia do estudo e descrições detalhadas, veja http://careercast.com/jobs/content/JobsRated_Methodology.

Mark Nord é um sociólogo que trabalha para o Departamento de Agricultura do "Serviço de Pesquisas Economicas" em Washington, DC. Ele estuda questões relacionadas à fome em lares americanos e escreve relatórios científicos sobre suas descobertas. "A melhor parte do trabalho é a sensação de que eu estou contribuindo para que os políticos tomem decisões acertadas", diz ele. "As conclusões às quais eu chego são utilizadas por organizações sociais (advocacy organizations), a mídia e funcionários do governo.

O estudo estima que sociólogos ganhem US$63.195 por ano, embora o Sr. Nord, de 62 anos, diga que seu rendimento é cerca de duas vezes esse montante. Ele diz que não está surpreso com os resultados da pesquisa pois o seu trabalho gera pouco stress e ele tem um horário fixo, trabalhando sempre das 7h30 às 4h00. "É tudo feito no computador em minha mesa", diz ele. "O principal risco ocupacional é a síndrome do túnel do carpo."

Na extremidade oposta do espectro de carreiras estão os lenhadores. O estudo mostra que estes trabalhadores tem a pior ocupação, devido à natureza perigosa do seu trabalho, um emprego com poucas perspectivas e baixa remuneração anual - apenas US$32.124.

Novos equipamentos protetores - tais como coberturas para calças feitas de materiais reforçados com fibra de vidro - e uma maior ênfase na segurança contribuíram para reduzir lesões entre os lenhadores, diz Paul Branch, que gerencia o departamento de madeira na "Pike Lumber Co" in Akron, Indiana. Ainda assim acidentes ocorrem de tempos em tempos, e alguns até mesmo resultam em morte. "Não é um trabalho que qualquer pessoa possa fazer", diz o Sr. Branch.

Mas Eric Nellans, que tem cortado madeira nos últimos 11 anos para Pike Lumber, é apaixonado pela sua profissão. "É um trabalho muito gratificante, especialmente no final do dia quando você vê o trabalho realizado", diz ele. O sr. Nellans, de 35 anos, não se desencorajou mesmo depois de ter quebrado a perna direita há quatro anos ao derrubar acidentalmente uma árvore morta. "Eu estava de volta na floresta cortando madeira em cinco semanas", diz ele.

Outros empregos no final da lista: trabalhador em fazenda de laticínios, taxista, marinheiro, técnico de emergência médica e carpinteiro.

Mike Riegel, um carpinteiro de 43 anos em Flemington, Nova Jersey, diz que gosta de trabalhar "ao ar livre". Uma vez que ele dirige o seu próprio negócio, que ele herdou de seu pai, ele pode iniciar e terminar o seu dia bem cedo no verão ou fazer o oposto quando está frio.

O estudo estima que carpinteiros ganhem rendimentos anuais de US$34.164, o que o Sr. Riegel diz que é coerente com aquilo que ele paga a novos empregados. Carpinteiros também foram mal classificado por causa de suas condições de trabalho perigosos. "Você não pode, evidentemente, ter medo das alturas", diz o Sr. Riegel, que uma vez caiu de dois andares enquanto trabalhava em um telhado na chuva, mas felizmente aterrisou com segurança em uma pilha macia de terra. "Por muito pouco eu não caí no cimento."

Clique aqui para ver a notícia original no Wall Street Journal

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Pros Anais da Nova Enciclopédia Revisitada, 999ª edição, de Voltaire & Frères

Dadinho é o caralho, meu nome agora é Zé Pequeno, porra!

Vicky Cristina Barcelona


Um grande prazer, sempre, ver a brilhante mente de Woody Allen em seus filmes psicologicamente intrigantes e libertadores. Neste filme não é o urbanismo de Nova York, mas a instigante e também bucólica Barcelona, um terroir completamente diferente da cidade em que fui acostumado a ver os filmes de Woodypecker Woody Allen; claro sem contar as incríveis cenas de teatro grego de Poderosa Afrodite.


A Catalunha é maravilhosa, e assim também todo o elenco e o argumento do filme, sem nenhum efeito especial. Coisa rara.




Valeu Woody!

Recipe for Disaster: The Formula That Killed Wall Street

Um belo artigo com um panorama bem mais real da crise de Wall Street, publicado pela Wired. Como já se imaginava mas não se sabia em detalhes, a culpa é dos quants. Artigo completo abaixo:

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A year ago, it was hardly unthinkable that a math wizard like David X. Li might someday earn a Nobel Prize. After all, financial economists—even Wall Street quants—have received the Nobel in economics before, and Li's work on measuring risk has had more impact, more quickly, than previous Nobel Prize-winning contributions to the field. Today, though, as dazed bankers, politicians, regulators, and investors survey the wreckage of the biggest financial meltdown since the Great Depression, Li is probably thankful he still has a job in finance at all. Not that his achievement should be dismissed. He took a notoriously tough nut—determining correlation, or how seemingly disparate events are related—and cracked it wide open with a simple and elegant mathematical formula, one that would become ubiquitous in finance worldwide.

For five years, Li's formula, known as a Gaussian copula function, looked like an unambiguously positive breakthrough, a piece of financial technology that allowed hugely complex risks to be modeled with more ease and accuracy than ever before. With his brilliant spark of mathematical legerdemain, Li made it possible for traders to sell vast quantities of new securities, expanding financial markets to unimaginable levels.

His method was adopted by everybody from bond investors and Wall Street banks to ratings agencies and regulators. And it became so deeply entrenched—and was making people so much money—that warnings about its limitations were largely ignored.
Then the model fell apart. Cracks started appearing early on, when financial markets began behaving in ways that users of Li's formula hadn't expected. The cracks became full-fledged canyons in 2008—when ruptures in the financial system's foundation swallowed up trillions of dollars and put the survival of the global banking system in serious peril.

David X. Li, it's safe to say, won't be getting that Nobel anytime soon. One result of the collapse has been the end of financial economics as something to be celebrated rather than feared. And Li's Gaussian copula formula will go down in history as instrumental in causing the unfathomable losses that brought the world financial system to its knees.

Continuação do artigo aqui.


Boa sorte à nova geração, e tentemos realmente entender as novas modelagens quando Taleb expurga: "People got very excited about the Gaussian copula because of its mathematical elegance, but the thing never worked. Co-association between securities is not measurable using correlation. Anything that relies on correlation is charlatanism."
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Só os homens de humor explicam. E dá-lhe Wilde, Voltaire, Rochefoucault!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Garimpo

E escrevendo estava para uma foto quando me deparei com a obra: Matem a Tica!

Porra, quem é Tica?
Segundo um site de significado da internet, Tica é um nome oriundo de tribos indígenas brasileiras, e tem por significado Olhar Atento.


Agora, sendo a matemática basicamente a língua que descreve a física das coisas, e sendo o observador capaz de alterar a constituição das funções daquele estado, FAZ MUITO SENTIDO.

o/

Dirigente da Paz

Eis o significado do nome Frederico, do meu querido Friedrich Nietzsche, inspirador do meu carnaval com sua companhia em 2 atos: A Gaia Ciência e Genealogia da Moral.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Verwaltung


E cá estou eu no derradeiro ano da formatura, reconciliado com os acadêmicos e visto novamente como um promissor craftsman. Embora cheio de dúvidas, fui chamado pra ajudar na operação de um seminário e para monitorar o processo de estudo em modelagem e simulação de sistemas, mas ao menos as bases pro futuro já foram planejadas e estão sendo colocadas em prática.

Que o IMPA me aguarde, falaí senador! rs. Afinal o processo de pensamento universitário não foi de todo em vão, tive que ter muita imaginação pra conseguir suportar as aulas de barrigudos sedentários e de ter que esperar em estações cheias formandos com filosofia convencional sem perguntas instigantes. Mas a aleatoriedade sempre sabe o que faz, e a formação generalista que eu necessitava acabou sendo complementada com a prática inerente ao currículo. Também tive contato com pessoas extraordinárias, que me inspiraram assim como me trouxeram dúvidas massacrantes. Nada melhor que o equilíbrio orgânico da vida, onde em 7 anos toda célula presente hoje não mais existirá em nosso corpo, dada a dinâmica das mitoses! Imagina a importância do Mito na mecânica da divisão celular! É a explicação convergente no papel dos memes sobre os genes.

PS. Não sei a mecânica dos memes nas mitoses, nem seu mecanismo de alimentação e sobrevivência em termos científicos, mas é uma área que ainda verei certamente, porque meu trabalho pode modelar isso também e deve ser uma neuromatemática fera.

Avante!

Libertas Quae Sera Tamen


"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver"

Amyr Klink

Gauss Revisitado

"Somos todos malucos.
Quem não quer ver malucos,
deve quebrar os espelhos"
— Voltaire

No Pain, No Gain

Um homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina. Para poder continuar nos negócios, empenha as jóias da própria esposa. Quando apresentou o resultado final de seu trabalho a uma grande empresa, dizem-lhe que seu produto não atende ao padrão de qualidade exigido.

O homem desiste? Não!

Volta a escola por mais dois anos, sendo vítima da maior gozação dos seus colegas e de alguns professores que o tachavam de “visionário”.

O homem fica chateado? Não!

Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com ele. Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que grande parte dela é destruída.

O homem se desespera e desiste? Não!

Reconstrói sua fábrica mas, um terremoto novamente a arrasa.

Essa é a gota d’água e o homem desiste? Não!

Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família.

Ele entra em pânico e desiste? Não!

Criativo, ele adapta um pequeno motor a sua bicicleta e sai as ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem também as chamadas “bicicletas motorizadas”. A demanda por motores aumenta muito e logo ele fica sem mercadoria. Decide então montar uma fábrica para essa novíssima invenção. Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país. Como a idéia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantam o capital necessário para a indústria.

Hoje a Honda Corporation é um dos maiores impérios da indústria automobilística japonesa, conhecida e respeitada no mundo inteiro.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Postulado xn|n=100-[(457-n-1)/457].100

“If you can’t stand algebra, keep out of evolutionary biology”
– John Maynard Smith

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Numb3rs

Pesquisa Operacional e Investigação. Já tô baixando todas as temporadas pro carnaval numerado.
Levanta a mão aê. 
\o/

La Lengua de las Mariposas

Uma das minhas maiores diversões tem sido conectar campos semânticos diversos em algo como Chomsky designou com perspicácia de loucão uma "Gramática Universal", onde o campo noosférico da humanidade co-cria a realidade a partir de suas experiências fenotípicas, ligadas caoticamente à uma matriz linguística pertencente ao Bioma Universal, conectado com toda forma de vida. A harmonia proveniente, o canto do universo, é então sistematizado nas mais diversas formas de construção dos fonemas até conceitos abstratos impossíveis ainda de serem expressos na sabedoria convencional, como a física quântica que somente pode ser matematizada, mas impossível ainda de ser modelada na língua falada. Enfim, é divertido.



Quando vi um filme do Oriente Médio hoje à noite então, me diverti muito na comunicação fonética. Estou ainda na matriz européia, com as línguas latinas principais, a anglo-saxã e o grego, mas senti muita falta do árabe, que parece muito afim do português das ruas, aliás, não é mistério que os portugueses gostavam das mouras e sabiam o que faziam. Ainda faltam entretanto as línguas asiáticas e indianas, e porque não também uma indo-européia, e saber se há algum resquício de povos falando essas línguas arcaicas, dignos fósseis portadores dos mistérios semânticos. rs. Grande diversão, uma forma de arqueologia afinal.

Tem um texto legal falando sobre isso abaixo.

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Ainda não uma ciência, mas uma proposição: que certos problemas de linguística possam ser resolvidos através da abordagem da linguagem como um sistema dinâmico complexo, ou "campo caótico".

De todas as escolas originadas pela linguística de Saussure, temos especial interesse por duas: a primeira, "antilingüística", pode ser encontrada - no período moderno - da partida de Rimbaud para a Abissínia à afirmação de Nietzsche "temo que, enquanto tivermos gramática, não teremos matado Deus"; passando pelo dadaísmo; "o Mapa não é o Território" de Korzybski; pelos cut ups e pela "ruptura na sala cinza" de Burroughs; pelo ataque de Zerzan à própria linguagem como representação e mediação.

A segunda é a linguística de Chomsky que, com sua crença numa "gramática universal" e seus diagramas em forma de árvores, representa (eu acredito) uma tentativa de "salvar" a linguagem através da descoberta de "invariáveis ocultas", do mesmo modo que certos cientistas estão tentando "salvar" a física da "irracionalidade" da mecânica quântica. Embora fosse de se esperar que Chomsky, como anarquista, ficasse do lado dos niilistas, a sua belíssima teoria em verdade tem mais a ver com o platonismo ou com o sufísmo do que com o anarquismo. A metafísica tradicional descreve a linguagem como luz pura brilhando através dos vidros coloridos dos arquétipos; Chomsky fala de gramáticas "inatas". As palavras são folhas, os ramos são frases, os idiomas maternos são limbos, as famílias de linguagem são troncos e as raízes estão no "céu"... ou no DNA. Eu chamo a isso "hermetalingüística" - hermética e metafísica. O niilismo (ou a "Metalingüística Pesada", em honra a Burroughs) parece-me ter levado a linguagem para um beco sem saída e ameaçado torná-la "impossível" (um grande feito, mas deprimente), enquanto Chomsky mantém a promessa e a esperança de uma revelação de última hora, o que eu acho igualmente difícil de aceitar. Eu também gostaria de "salvar" a linguagem, mas sem apelar para nenhuma "Assombração", ou supostas regras sobre Deus, dados e o universo.

Voltando a Saussure e suas anotações, postumamente publicadas, sobre anagramas na poesia latina, encontramos certas indicações de um processo que, de alguma forma, foge da dinâmica signo/significante. Saussure se deparou com a possibilidade de algum tipo de "meta"-lingüística que acontece dentro da linguagem em vez de ser imposta desde "fora" como um imperativo categórico. Assim que a linguagem começa a atuar, como nos poemas acrósticos que ele examinou, ela parece ressonar com uma complexidade auto-expansiva. Saussure tentou quantificar os anagramas, mas os números escapavam dele (como se envolvessem equações não-lineares). Além disso, ele começou a encontrar os anagramas por todo lado, mesmo na prosa latina. Começou a se perguntar se estava tendo alucinações, ou se os anagramas eram um processo natural inconsciente da parole. Abandonou o projeto.

Eu me pergunto: se quantidades suficientes de informações desse tipo fossem digeridas num computador, começaríamos a ser capazes de modelar a linguagem em termos de sistemas dinâmicos complexos? As gramáticas, então, não seriam "inatas", mas emergiriam do caos espontaneamente como "ordens superiores" que evoluem, no sentido da "evolução criativa" de Prigogine. As gramáticas poderiam ser pensadas como "Atratores Estranhos", como o padrão escondido que "causou" os anagramas - padrões que são "reais", mas que têm "existência" apenas em termos dos sub-padrões que manifestam. Se o significado é elusivo, talvez seja porque a própria consciência, e portanto a linguagem, seja fractal.

Considero essa teoria mais satisfatoriamente anarquista do que qualquer antilingüistica ou chomskyanismo. Ela sugere que a linguagem pode sobrepor-se à representação e à mediação, não porque seja inata, mas porque é caótica. Ela sugere que toda experimentação dadaísta (Feyerabend designou sua escola de epistemologia científica de "dadaísmo anárquico") com poesia sonora, gestos, chistes, linguagem bestial etc. não foi feita com o objetivo nem de descobrir nem de destruir o significado, mas de criá-lo. O niilismo afirma sombriamente que a linguagem cria significado de forma "arbitrária". A Linguística do Caos alegremente concorda com isso, mas adiciona que a linguagem pode superar a linguagem, que a linguagem pode criar liberdade a partir da confusão e da decadência da tirania semântica.

do rizoma.net

Enquanto isso, na China


Um dia de Sol no clube.

Enredo do meu Samba

de Jorge Aragão e Ivone Lara

Break Through

"Un pintor es un hombre que pinta lo que vende. Un artista, en cambio, es un hombre que vende lo que pinta."

Pablito "Mariachi" Picasso

O Carteiro Falou

Idiotices de Bush por David Letterman. Começa a série em 1:45'.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Momento

No Rancho fundo, bem pra lá do fim do mundo...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Natalino Neologístico

Carro Velho, um homem em ebulição.

Sem Controle

Vida inteligente no cinema brasileiro, fora do esquema escola-cinema-clube-televisão.
Impressionante.

Em cartaz no Telecine.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Angel Heart

Não me furto de pensar, nesses dias de filosofia, no filme fatídico que sorrateiramente definiu o destino de um dos atores mais doidos atualmente em Los Angeles tudo se encaixa (rs), e que no aniversário da maioridade da atuação volta com O Lutador, que ainda não vi. Voltando ao passado, Angel Heart é um clássico noir, poderoso, imprevisível, e com uma tradução para o português digna da Herbert Richards, louca por manter o brasileiro nas garras da semiótica da mass-mídia: Coração Satânico (!?!?!!). Porra, confundir Angel Heart com Coração Satânico é um pouco insano demais, mas deixemos essa discussão com o ranzinza Olavo de Carvalho e os puritanos para outra ocasião.

Na verdade, a introdução falando do Mickey Rourke foi uma homenagem a um homem que assumiu aquilo que o filme propôs, não conseguiu absorver seu pecado original e lutou a vida inteira contra toda sorte de narcóticos e psicóticos explicação sobre gramatologia não! até que 21 anos depois surge com prêmios em Cannes e em Londres. Ah, pra fechar esse assunto, uma ave-maria pro Heath Ledger, que pirou no Coringa e agora tá sendo comido por vermes.

Enfim, quero mesmo é falar da Ritalina de Rap, de um filme de argumento importante que vi ontem (Quase dois Irmãos), do show do Ja Rule na Mangueira e de um disco que ouvi agora, o Sobrevivendo no Inferno, dos Racionais MCs. Impressiona como são letrados os guris, e mesmo sentindo de uma certa forma arrependimento nas palavras do rap, muitas vezes aquela bobeira recorrente faz o homem receber uma marca que permanecerá corroendo o fígado e a sanidade. Lágimas, sangue, vidas inglórias.

Me sentindo um animal identifico-me com a favelada, sou-lhes quase irmão, riria com eles, brincaria, caçaria; a exclusão os faz participar de uma outra forma de justiça moral, a experiência os torna culturalmente diversa nas atitudes e mágoas contra uma burguesia que lhes fecha a porta da amizade, muitas vezes onde o preconceito é maior que a esperança, nem há esperança, o sistema precisa andar, excluamo-los, pqp mas estejamos certos que lá também há gente que pensa, e pensar é perigoso e maravilhoso.

Melhor ainda é que a terceira excluída de Aristóteles o excluiu das discussões modernas (: Pena que uns neuróticos da Ku-Klux-Klan Igreja Romana como o Olavo de Carvalho ainda não façam uso disso.


Racionais MCs - Diário de um Detento