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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Palco da Vida

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá à falência.

Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

haikai

olhava a agua passando pelo rio
e pensava no devir
como atualização do dever

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Poética Antiga III

Esta veio a partir de contatos com Gurdjieff, Krishnamurti e Heindel, nos idos de 2002. São todas naïves, mas valem a postagem pela fotografia de uma juventude de desassossegos.

o olho que tudo vê
nada esconde também
sua profundidade é o infinito
sei disso
a vida não despreza ninguém


Poética Antiga II

Esta surge, em 2002, ao ver uma tourada e sofrer com a morte do bovino.

o toureiro
parece um açogueiro
quer matar o bovino
animal tão sereno e lindo
apertam-lhe os bagos
para soltar seus demônios
a platéia urra
do sofrimento desse filho de Deus
maior que Zeus
menor que os homens
mais nem por isso menos importante
que todos os animais nesse planeta flutuante
simboliza o poder humano
sobre seu próprio lado animal
mas será que há razão
em matar um meio-irmão
pelo prazer efêmero de ver o sofrimento alheio?
em praticar o sadismo
ao invés do amor por inteiro?

(2002)

Poética Antiga I

Esta série reativa algumas poesias que fiz nos idos de 2002, 2003, resgatadas em uma visita a uns antigos arquivos em CD

o poder
de poder
crescer
enobrecer
a versão
da infinita solidão
de estar sem ilusão
querer mudar a visão
de poder
o poder...

(2002)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Somewhere between sacred silence and sleep

Regra é da vida que podemos, e devemos aprender com toda a gente. Há coisas da seriedade da vida que podemos aprender com charlatães e bandidos, há filosofias que nos ministram os estúpidos, há lições de firmeza e de lei que vêm no acaso e nos que são do acaso. Tudo está em tudo. Em certos momentos muito claros de meditação, como aqueles em que, pelo princípio da tarde, vagueio observando pelas ruas, cada pessoa me traz uma notícia, cada casa me dá uma novidade, cada cartaz tem um aviso para mim. Meu passeio é calado é uma conversa contínua, e todos nós, homens, asas, pedras, cartazes e céu, somos uma grande multidão amiga, acotovelando-se de palavras na grande procissão do Destino.

Quintessência do Desassossego - Fernando Pessoa

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

o cratos e a natureza

falava frederico que aquele plebeu chamado socrates fora o fim da civilizacao grega. debilmente educado, socrates fora a cultura da rua, chegado de oxumare, compadre de cristovao, mas colarinho azul perto de empedocledes. esse faria artes, nao fosse tao meigo em funcionar a sociedade, o que afinal gerou a ideia do fogo purificador onde o pobre genio idiota testou pulando literalmente na fogueira. o tesao de empedocledes era a castidade de socrates.

nisso eu tenho q concordar com o bigode. a perversao comeca com a maieutica.

terça-feira, 4 de maio de 2010

O Dao e a Racionalidade Para-Consistente

Há um conto Taoísta sobre um velho fazendeiro que trabalhou em seu campo por muitos anos. Um dia seu cavalo fugiu. Ao saber da notícia, seus vizinhos vieram visitá-lo.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Rapidinhas

Guia prático para a ciência moderna:

-Se se mexe, pertence à biologia
-Se fede, pertence à química
-Se não funciona, pertence à física
-Se ninguém entende, é matemática
-Se não faz sentido, é psicologia

*

Você soube que um biólogo teve gêmeos?
Ele batizou um e manteve o outro para controle.

*

Estatísticas são iguais a biquínis; o que elas revelam é sugestivo, mas o que elas escondem é essencial.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Buda e o Deva

O Buda estava um dia no jardim de Anathapindika, na cidade de Jetavana, quando lhe apareceu um Deva* em figura de brâmane e vestido de hábitos brancos como a neve, e entre ambos se estabeleceu o seguinte diálogo:

O Deva: - Qual é a espada mais cortante? Qual é o maior veneno? Qual é o fogo mais ardente? Qual é a noite mais escura?